Consultoria devolutiva – Prêmio SEBRAE TOP 100 de Artesanato MERCOPAR – Feira de Subcontratação e Inovação Industrial

No ano de 2003, o SEBRAE/SC realizou nas comunidades com IDS e IDH baixo, o Programa DLIS – Desenvolvimento Integrado e Sustentável nos municípios de Bom Jardim da Serra, São Joaquim, Bom Retiro, Rio Rufino, Campo Belo do Sul, Capão Alto, São José do Cerrito, Palmeira, Urupema e Urubici, municípios situados na Serra Catarinense. Após uma pesquisa realizada nestes municípios, detectou-se, como oportunidade de trabalho e renda para estas comunidades, o setor de artesanato.

Na época, reuniu-se todos os artesãos para fazer um diagnóstico e detectar as necessidades do setor. E em todas as comunidades apareceu como a maior dificuldade a comercialização e a informalidade, ou seja, cada um trabalhava individualmente, dificultando ainda mais o acesso ao mercado. Porém antes de chegar a comercialização, os artesãos foram capacitados em empreendedorismo, associativismo e produto x mercado.

Após as capacitações os artesãos reuniram-se e resolveram criar uma associação regional de artesanato. Foi então que surgiu a Associação de Artesãos e Produtores Caseiros da Serra Catarinense, denominada Arte Serrana. Como o foco da associação era a comercialização em conjunto, os artesãos de Lages também foram convidados a associarem-se, uma vez que Lages é a cidade pólo da região para o acesso ao mercado.

A primeira iniciativa da associação foi criar a feira regional de artesanato. Inicialmente em parceria com o Banco da Mulher, hoje Banco da Família, Uniplac e BADESC conseguiram adquirir as barracas. E em dezembro, então aconteceu a primeira Feira Regional de Artesanato da Serra Catarinense. Inicialmente eram 60 barracas. A feira acontece sempre no segundo sábado do mês no pátio da Uniplac. Permaneceu neste local por um ano aproximadamente, mais tarde mudou-se para o Tanque, local mais central da cidade.

Em paralelo a Feira Regional, a Associação criou a Feira Itinerante. Esta feira acontece durante os eventos de grande e médio porte da região, como a Festa da Maçã, Festa do Churrasco, Festa da Hortaliça, EXPOLAGES, Mercoleite, entre outras. Todas essas participações são reealizadas em parcerias com entidades e prefeituras.

Após um ano e meio de feira, os artesãos viram que somente esta forma de comercialização já não era suficiente para escoar a produção, foi então que surgiu a idéia de uma possível parceria com a Prefeitura de Lages para viabilizar um ponto de venda fixo em Lages. Foi assim que surgiu o primeiro ponto de comercialização da Arte Serrana, a Casa do Artesão.

A Casa do Artesão é uma casa cedida pela prefeitura, e uma construção histórica que mantém viva a arquitetura típica da região. Ela se localiza em anexo a Fundação Cultural de Lages, sendo ponto de visita obrigatório para o turista que busca conhecer o artesanato da região.

No ano seguinte, da mesma forma que aconteceu com a ampliação da comercialização, da Feira para Casa do Artesão, a associação Arte Serrana, viu a necessidade de ampliação dos pontos de venda. Só os dois pontos já não eram mais suficientes. Os artesãos mostravam-se cada vez mais empreendedores, investindo em seus núcleos. A diretoria da associação, com apoio do SEBRAE, fez um plano de negócio e um estudo de viabilidade econômica para abertura de um novo ponto, agora mais central, e com objetivo de atender não só o turista mais também a população local.

Para viabilizar o negócio, a Prefeitura de Lages e o SEBRAE entraram como parceiros, porém algumas despesas deveriam ser assumidas pelos artesãos. A associação consultou seus associados e em conjunto resolveram arriscar, cada um que desejasse ter seu produto comercializado neste novo ponto de venda teria que investir junto e correr o risco. E foi assim que surgiu a loja do ArteCatarina da Serra Catarinense, conhecida na cidade como Casa Amarela. Cada artesã deveria contribuir com uma taxa administrativa e um percentual, denominado de fator de sustentabilidade.

Logo em seguida surgiu a parceria com o SESC Lages que disponibilizou uma sala na Pousada Rural para mais um ponto de venda. A Associação deveria arcar com as demais despesas. Mais uma vez, a associação reuniu-se com seus associados para decidir sobre a ampliação da comercialização. Logo em seguida surgiu a parceria com o Hotel Boqueirão e com a loja Quatro Estações em São Joaquim.

Agora com 02 feiras, regional e itinerante e 05 pontos de comercialização a associação viu a necessidade de criar um sistema de gestão próprio para poder administrar as lojas. Além do sistema, unificou-se o regimento interno para participação na comercialização da Arte Serrana, visando sempre a viabilidade econômica e a sustentabilidade. Para isso a associação criou uma equação simples. Todos os produtos comercializados pela organização são multiplicados Fator Sustentabilidade que pode variar de acordo com o ponto de venda. Desta forma, cada R$1,00 gasto por um cliente no projeto, no mínimo 65% (R$0,65) é diretamente direcionado ao artesão que confeccionou o produto, fortalecendo assim a relação de comércio justo no processo.

Já com o processo de gestão criado, a associação deu um salto ainda mais alto. Com o mercado da região saturado, buscou-se abrir novas frentes de comercialização fora da região. O mercado a ser atingido agora seria o da capital do estado, Florianópolis.

Novamente buscando parcerias para ampliar o mercado, o SESC Cacupé, tornou-se novo parceiro e disponibilizou um espaço dentro do hotel, surgindo então o sexto ponto de venda da Associação. Com a entrada da associação em Florianópolis, viu-se a necessidade de dar oportunidade também aos artesãos da região da Grande Florianópolis, pois os clientes da loja queriam produtos da região, seria uma adequação dos produtos ao novo mercado.

Com a entrada de novos artesãos na associação, só a loja de Cacupé em Florianópolis não era mais suficiente, buscou-se novos parceiros, e este ano houve a ampliação das lojas com a parceria do Floripa Shopping com a loja de 116m2 e da Habitasul com a loja dentro do Hotel Jurerê Beach Village em Jurerê Internacional. Com isso, a associação conta hoje com 215 associados participando em 2 tipos de feiras, 8 lojas de artesanato, sendo 6 próprias e 2 parceiras, isso em 6 anos.

Neste ano a Associação viu a necessidade de trabalhar com a sua marca. Criou e patenteou a marca CASA CATARINA, Artesanato & Cultura.

O faturamento da Associação desde 2004 vem surpreendendo, de R$ 34.000,00 em 2004 passou em 2008 para R$ 533.000,00. Isso mostra o quanto as artesãs da Associação Arte Serrana são empreendedoras e mulheres de sucesso. O resultado está ai. É um sucesso.

 

3 Comentários para “Destaque: Artesãs Empreendedoras – Mulheres de Sucesso”

  1. MARIA HELENA disse:

    DESEJO SABER SE VOCÊS CONHECEM QUEM FAÇA COLAR DE QUADRADINHOS DE FELTRO INTERCALADOS COM ENFEITINHOS BOJUDINHOS TAMBÉM DE FELTRO.
    VI EM UMA MOÇA E ACHEI UMA FOFURA, DISSERAM-ME QUE ELA É DAÍ E PARECE QUE SEU NOME É VALÉRIA.
    CASO CONHEÇAM, PEÇO QUE ME INFORMEM COMO PODEREI FAZER O CONTATO E SE TEM SITE PARA EU VISITAR.
    OBRIGADA, MARIA HELENA (FLORIPA)

  2. MARIA HELENA disse:

    PARABÉNS, É MUITO BOM VER QUE EXISTEM PESSOAS TÃO ESPECIAIS COMO VOCÊS ARTESÃS, QUE FAZEM O SEU PRÓPRIO IMAGINÁRIO DAR ASAS ÀS BELAS CRIAÇÕES E AOS DONS RECEBIDOS DE DEUS.
    SUCESSOS CADA VEZ MAIORES.
    MARIA HELENA

  3. Margareth Wendhausen disse:

    Maria Helena Boa Tarde

    Desculpe a demora pela resposta. Não sei bem qual é o colar, mas se for o que imaginamos pode ser da Sra. Verginia Vieira, e repasso email e telefone da Sheila que poderá ajudá-la. sheila@apoiocomunicacao.com.br/ 48 8808-2410.
    Também tem uma artesã Sra. Luisiana Hoerb, de chapec’o que confeciona colares e a Sheila deve ter o telefone de contato.
    Um abraço
    Margareth

Deixe um comentário